domingo, 10 de maio de 2015

SOU MÃE! Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.


Terminou a "Campanha de Orações Mães de Joelhos, Filhos de Pé" Quão grande alegrias em ver as mães felizes com os resultados desta campanha de orações, podemos conferir que não são de seus pés a forca que conduz ao altíssimo e ao longínquo lugar tão desejado, e sim os joelhos.
Ao dizer que as ricas bênçãos que Deus reservou para nós estão guardadas no céu, “onde elas não perdem o valor e não podem se estragar, nem ser destruídas”, Pedro deveria estar se lembrando do Sermão do Monte: “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam” (Mt 6.19). As outras versões preferem usar palavras com o prefixo latino “in”, que indica negação ou privação: a herança é imaculada (sem mácula), imarcescível (não pode ser manchada), incontaminável (não pode sofrer contaminação) e incorruptível (não pode ser corrompida).
SER MÃE!
 Uma mulher chamada Ana foi renovar sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era sua profissão. Ela hesitou, sem saber como se classificar.
- “O que eu pergunto é se tem algum trabalho”, insistiu o funcionário.
 - “Claro que tenho um trabalho” exclamou Ana. “Sou mãe!”
- “Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar dona de casa”, disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.
- “Qual é a sua ocupação?” perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto. As palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: “Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.”
 A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar pra o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
 “Posso perguntar” disse-me ela com novo interesse “o que faz exatamente?”
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder: “Desenvolvo um programa de longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?). O grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para não dizer 24)”.
 Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente abriu-me a porta.
 Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir meu novo experimento – um bebê de seis meses – testando uma nova tonalidade de voz. Senti-me triunfante!
Maternidade... que carreira gloriosa! Assim, as avós deviam ser chamadas Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas, as bisavós Doutora-Executiva-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas e as tias Doutora-Assistente.
Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, Doutoras na Arte de Fazer a Vida Melhor!
* Autor desconhecido.

OTPB - Ordem dos Teólogos e Pastores do Brasil mail@otpbdobrasil.ning.com