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segunda-feira, 19 de junho de 2023

As causas da depressão

 Vamos começar por falar de um dos grandes profetas de Deus, citar o servo chorão, mas um homem de palavra, assim cumpriu o que prometera a Deus, mesmo diante de decepções com os falsos profetas e enganadores.

Jeremias expressa sua solidão em meio ao povo atarefado. Com isso, muito das suas tensões emocionais sugiram de um esforço de estar do lado de Deus e contra o seu povo. Inclusive, fazia parte de seus inimigos, a sua própria família.

Apesar de um relacionamento profundo com Deus, percebe-se, através das orações confessionais de Jeremias, em especial no capítulo 15, um homem amedrontado, solitário, ferido e irado. Ele declara que o Senhor o conhece e pede socorro e justiça diante de seus perseguidores. Sente-se assustado, desesperado, amaldiçoado e perseguido, com dores físicas, confinado e, portanto, sem um lugar próprio. A Bíblia também mostra como Jeremias sentia solidão.

“Quando as tuas palavras foram encontradas eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo, pois pertenço a ti, Senhor Deus dos Exércitos. Jamais me sentei na companhia dos que se divertem, nunca festejei com eles. Sentei-me sozinho, porque a tua mão estava sobre mim e me encheste de indignação (Jr 15.16-17)”. (PETERSON, 2003,  p. 124).

Observa-se que o profeta se sente sozinho e expressa sua indignação e outro sintoma do sofrimento que é a dor: Por que é permanente a minha dor, e a minha ferida é grave e incurável” (Jr 15.18).

O profeta expressa a sua ira, como é possível notar no versículo 18b do capítulo 15.18b. que diz: “por que te tornaste para mim como um riacho seco, cujos mananciais falham?” Sendo que Jeremias já havia pregado que Deus era o manancial de águas vivas (Jr 2.13). Agora o profeta acusa Deus de riacho seco. O autor acredita que Jeremias estava querendo dizer é: “Deus, você me enganou. Você não cumpriu a sua promessa”.45 Diante do que foi relatado, entende-se que o profeta Jeremias passou por momentos difíceis, de dor, sofrimento, angústia, ira e até mesmo por um instante duvidou da fidelidade de Deus, mas Deus era o seu socorro. No seu relacionamento com o Pai, o profeta esteve sempre com o coração sincero diante de Deus.


Importante salientar que os líderes estão suscetíveis a sofrer de depressão e apresentar sinais da mesma, assim como os exemplos de líderes bíblicos citados. O conceito de depressão não existia nos tempos da Bíblia, mas líderes como Moisés, Davi, Elias, Jó, Jeremias e Ana apresentaram sinais depressivos em diferentes níveis. Os líderes atuais, independentemente de sua etnia, gênero ou qualquer coisa estão sujeitos a ela, inclusive ministros religiosos.


 


DEPRESSÃO E OS MINISTROS RELIGIOSOS

Há vários relatos de pastores, ministros religiosos dedicados ao ministério e ao cuidado dos outros, que passaram por momentos depressivos. Entre eles, Cordeiro pastor de uma igreja considerada de maior crescimento nos Estados Unidos. O autor tomou como exemplo homens bíblicos os quais entende terem passado por situações que parecem ser de momentos depressivos: Moisés (Nm 11.14-15) e Elias (1Rs 18; 19.4). Cordeiro procurava sempre fazer o melhor. Sua vida era acelerada. Foi fundador de mais de cem igrejas. Tinha um prazer enorme em treinar líderes emergentes, assim, tornou-se diretor do seminário Bíblico da Costa do Pacífico. O mesmo reforça o quanto gostava do que fazia, mas de repente, ele percebeu que a situação estava difícil de ser conduzida.

Outro exemplo de um líder religioso acometido pela depressão foi o teólogo Hulme. 48 Era a última coisa que esperava passar em sua vida, até mesmo por entender que tinha um vasto conhecimento sobre depressão, do ponto de vista acadêmico, e por ter experiências no seu ministério ao cuidar de pessoas depressivas. Além disso, convivia com profissionais da área da saúde mental de sua comunidade, inclusive com psiquiatras. Neste caso, percebe-se que um indivíduo com muitos conhecimentos e experiências pode ficar desatento com sua própria depressão antecedem sinais e, de acordo com Collins, entre estes encontram-se:

“Tristeza, geralmente acompanhada de pessimismo e desesperança; apatia e inércia, que tornam difícil “dar o passo inicial” ou tomar decisões; fadiga geral, acompanhada de perda de energia física, e falta de interesse no trabalho, sexo, religião, passatempos ou outras atividades; baixa autoestima, frequentemente acompanhada de autocríticas, e sentimento de culpa, vergonha, inutilidade e derrota; perda de espontaneidade; insônia, e dificuldade de concentração; e geralmente, perda de apetite” (COLLINS, 2004, p. 122).

Os sinais descritos por Collins estão de acordo com os que são propostos pelo conferencista cristão internacional Lawson. Segundo ele, a pessoa é dominada por uma tristeza profunda, esgotamento físico, o senso de humor diminui bastante, a pessoa começa a se autoflagelar. Seus pensamentos e sentimentos negativos sobressaem, tanto em relação a si mesmo como com outras pessoas e com o futuro, pois há a perda do interesse pela vida e, em inúmeras vezes, acontece o desaparecimento da capacidade de distinguir a realidade da fantasia. São também conhecidos como sinais da depressão a insônia, uma profunda culpa por atitudes e pensamentos errados, cansaço contínuo, afastamento de outras pessoas pela dificuldade de interagir nas conversas, e medo de fazer amizades.20 Entende-se que a depressão tem vários sintomas, possivelmente podendo existir outros, mas consideram-se esses os mais comuns.

Importante mencionar que não é regra que todos os atingidos pela depressão tenham os mesmos sintomas. Diante disso, Stone salienta que os depressivos apresentam certo número de sintomas peculiares, mas, isso não quer dizer que a pessoa demonstre todos eles. Alguns apresentam cansaço crônico e dificuldade em interagir com outras pessoas e não apresentam insônia. Assim como podem apresentar tristeza profunda e não ter satisfação em executar tarefas anteriormente agradáveis e ter frequentemente crises de choro.

Entende-se ser de grande importância o conhecimento dos sinais e dos sintomas da depressão, a fim de orientar a pessoa e despertá-la, bem como alertá-la caso venha se deparar com algum deles. Assim sendo, é essencial, não somente conhecer os sinais, mas estar alerta para as causas, que serão relatadas a segui

As causas da depressão

Stone enfatiza que “as características da depressão se dividem em quatro categorias: interpessoal, fisiológica, cognitiva e comportamental”. As causas descritas por Stone, de forma mais resumida, vêm ao encontro com a descrição mais ampla realizada por Langberg & Clinton23 que registram a existência da depressão pelas mais variadas causas como raiva, fracasso ou rejeição. Os autores consideram também os problemas familiares, como o divórcio; o abuso; o medo; o sentimento de inutilidade; a falta de controle sobre sua vida; o sofrimento e a perda; a culpa ou a vergonha; a solidão ou o isolamento e o estresse. Além do mais, eles também destacam algumas características que podem implicar em depressão,asquais muitos desconhecem. Entre elas, encontram-se a predisposição genética para a depressão, alterações na tireoide, diabetes, deficiência de vitamina B-12 ou de ferro, ausência de luz solar ou de vitamina D, entre outras, até mesmo poderá ser causada por medicamentos e drogas.


Existem diversas causas e observa-se a concordância entre os autores, inclusive os relatos de Collins, quando descreve que tanto cristãos como não cristãos ficam deprimidos. E as causas poderão ser agrupadas em duas grandes categorias: genético-biológicas e psicológico-cognitivas. A primeira categoria citada se refere a causas físicas. E entre essas causas considera-se a insônia, a falta de exercícios físicos, os efeitos colaterais de medicamentos, e a dieta imprópria. E ainda, no caso das mulheres, poderá ser por causa da TPM (tensão pré-menstrual) e a depressão pós-parto.


Na segunda categoria está o fator psicológico-cognitivo, que considera a depressão como uma doença mental. Através de estudos na área, conclui-se que os fatores psicológico. Continua depois na próxima